Parque Tangará

Escola Municipal de Educação Ambiental.

O Parque Escola é um espaço institucional da Secretaria de Educação que assume o desafio de entender o meio ambiente como um bem público . Um ambiente saudável como um direito do cidadão. É um território com grande potencial educativo. 

Convida a todos a uma proposta interativa, em contato com a natureza, dialogando com o cotidiano e a realidade das Unidades Escolares.

Quem visita o Parque Escola encontra lugares pedagógicos como: a horta orgânica, horto de plantas medicinais, bromeliário, orquidário, plantas carnívoras, cactário, bosque, laboratório pedagógico de informática, minhocário, sucatoteca, viveiro de mudas, salas dos articulados e camuflados, sala de memorias, carpoteca, pigmentos e observação de aves. 

Tal iniciativa abre caminhos para incrementar o potencial educativo de espaços dentro e fora da escola. Assumindo, o desafio de uma dimensão socioambiental coletiva que represente a possibilidade de lidar com diferentes conexões e relações humanas.

Objetivo

  • Promover cursos regulares, oficinas, visitas monitoradas, e palestras sobre botânica, educação ambiental, sustentabilidade, reutilização de materiais, entre outros temas.
  • Formação para professores da Rede Municipal de Ensino, com o objetivo de subsidiar as ações desenvolvidas nas Unidades Escolares, com foco no tema Meio Ambiente.

Escola Municipal de Educação Ambiental Parque Tangará

Uma das principais referências em Educação Ambiental do Estado de São Paulo.

A escola é constituída por diferentes territórios, como: 

Abelhas: Contamos com duas colônias de abelhas em caixas pedagógicas, que chamamos de meliponário (Melipona: gênero de abelhas nativas sem ferrão). As abelhas são os principais insetos polinizadores do planeta, seu papel é de fundamental importância para a reprodução das flores e produção de alimento na agricultura.

Bosque: Espaço com trilhas onde é possível fazer caminhada em meio a árvores da Mata atlântica principalmente, além de árvores exóticas, onde é possível conhecer as diferentes estruturas, folhas, flores e frutos.  Além disso, aprendemos sobre a formação de florestas, bem como sua importância na manutenção da vida inclusive seus impactos positivos na cidade, como atenuação de ruídos, manutenção da temperatura e microclima. 

Cactário: O Cactário é um Jardim de Plantas Suculentas existente no Parque Escola onde são cultivadas diversas espécies vegetais que têm em comum a capacidade de armazenar água. Ela sofreram uma reação adaptativa para permitir o armazenamento de água em quantidades muito maiores que em outras espécies, são plantas xerófilas, isso possibilita a sobrevivência em ambientes áridos e secos. Os cactos são originários da América, entre o Sul dos Estados Unidos e o Peru. O Brasil, México, Uruguai e Argentina são os países mais ricos em espécies exóticas. O Cactário foi criado em 2003 sobre uma cisterna de concreto, utilizando, principalmente, material de reuso. O jardim têm exemplares vindos de vários lugares do mundo, como Agave polvo (Agave vilmoriniana) que veio do México e a Palmeira de Madagascar (Pachypodium lamerei) nativa de Madagascar. Destaque também para os cactos brasileiros Cereus jamacaru, mais conhecido como mandacaru e o Xique-xique (Pilosocereus gounellei).

Camuflados: Considerado o rei da camuflagem e totalmente inofensivo, o bicho-pau se defende permanecendo muito tempo imobilizado nos galhos, sem ser percebido. Ele vive em árvores, se alimenta de folhas e brotos, principalmente de goiabeiras e pitangueiras, e nunca chega a uma população muito numerosa, logo não causa danos à agricultura. O espaço possui viveiros de bicho-pau para que o visitante possa entrar em contato e observar o animal em seu habitat recriado. 

Carpoteca: Coleção de frutos e sementes de arbustos e árvores nativas e exóticas, onde é possível conhecer os usos e outras informações, com a vivência de tocar, ouvir o som, sentir o tamanho e textura de cada um. Além de conceitos de morfologia vegetal, também se aprende sobre a dispersão de sementes na natureza, a formação de florestas, importância da conservação vegetal para o Meio Ambiente e para a fauna.

Composteira/Minhocário:  Espaço onde acontece a reciclagem e reaproveitamento de materiais orgânicos com a finalidade de produzir composto adubado. Composteira é onde ocorre a decomposição do material orgânico por atividade bacteriana, já a vermicompostagem (minhocário) conta com a ajuda de minhocas; é organizada em caixas separadas para que o adubo não se misture com o chorume. O produto final é utilizado em nossas áreas verdes.

Espelho d’água: São corpos d’água com espécies de peixes do rio Tamanduateí e o rio Amazonas, além de tartarugas, as principais vítimas da poluição aquática.

Estufa de mudas: A estufa é um ambiente totalmente adaptado para criação e germinação de plantas arbóreas, com finalidade de produção de mudas para reflorestamento. Nesse espaço, o visitante pode observar todas as etapas de crescimento de uma planta, desde a germinação da semente até seu crescimento ao tamanho ideal para o replantio. 

Horta Orgânica / Pomar: A horta é um espaço onde são cultivados legumes e hortaliças. Já o pomar é um espaço dedicado ao cultivo de árvores frutíferas. Esse espaço é cultivado de forma orgânica, ou seja, não é utilizado nenhum tipo de pesticida, agrotóxico ou adubo químico: toda a fertilização e combate de pragas são feitos de forma natural, como por exemplo, com o uso de chorume e húmus. Assim, o visitante tem contato com um ecossistema dinâmico, onde várias interações acontecem. 

Horto Medicinal: O horto de medicinal é uma coleção de plantas que podem ser medicinais, aromáticas e condimentares. Hoje temos aproximadamente 88 espécies identificadas no Horto de Medicinais do Parque Escola, que são usadas para estimular os sentidos e no auxílio do aprendizado pedagógico de crianças e adultos. O uso das plantas medicinais existe desde os tempos das cavernas, auxiliando na recuperação da saúde, e hoje são usados os princípios ativos dessas plantas em medicamentos desenvolvidos em grandes laboratórios. Nos dois casos percebemos que as plantas medicinais têm uma grande eficácia para o tratamento das enfermidades.

Orquidário e Bromeliário: Instalado no Parque Escola destina-se às aulas práticas de cultivo, orientação de técnicas de plantio e transplante, adubação adequada e condições básicas para o melhor desenvolvimento das plantas. Disponibiliza uma coleção composta de várias espécies de orquídeas distribuídas em vasos e canteiros. A maior parte é nativa da Mata Atlântica e de regiões asiáticas e híbridas artificiais. Destacam-se, chuva-de-ouro (Oncidium flexuosum), orquídea-bambu (Arundina graminifolia), baunilha (Vanilla sp.), sapatinho (Paphiopedium insigne) e olho-de-boneca (Dendrobium nobile).

Plantas Carnívoras: Plantas carnívoras são espécies de plantas que ao longo do processo evolutivo adaptaram-se à captura animais, devido a pouca quantidade de nutrientes no solo em que habitam, que são pobres em nitrogênio. A proteína da presa é fundamental para produzir compostos essenciais que participam de diversas reações que mantém a planta viva, sendo um destes processos a fotossíntese. A captura é feita por folhas modificadas, que atraem as presas, as plantas exalam odores característicos, de matéria orgânica em decomposição ou adocicados, que funcionam como chamariz para a maioria dos insetos. Conhecem-se hoje mais de 600 espécies de plantas carnívoras em todo o mundo, distribuídas em cerca de 15 gêneros. São nativas da faixa tropical do planeta, ocorrendo no Sudeste Asiático, Américas e Austrália, algumas no sul da Europa e África. Muito embora existam gêneros ou famílias inteiras adaptadas ao clima temperado.

Sala dos Artrópodes: Espaço destinado à exposição de animais denominados Artrópodes, que são animais que possuem patas articuladas como membros de locomoção. O espaço apresenta espécies diferentes de baratas, tal como espécies de aranhas e também o camarão Pitú como representantes aquáticos da classe. 

Sala das Aves:  Espaço confeccionado para trabalhar a temática da prática de observação de aves no Brasil, a questão do tráfico de aves; que é o 3º maior no Brasil, a importância das aves na natureza, o porquê existe tantas espécies em perigo e/ou ameaçadas de extinção. Esse trabalho traz também a parte prática onde construímos comedouros na área externa do Parque para que as crianças possam ter um contato direto com as aves, alimentando-as e através de binóculos, observarem as aves, atentando para a diversidade de espécies encontradas.

Sala de leitura: Oficina de contação de história, como instrumento para abordar o tema meio ambiente, contando com fantoches, caixa de recursos e entre outros.

Sucatoteca: Espaço onde é trabalhado a reutilização de materiais (sucatas) para a construção de brinquedos e utilidades domésticas. A Sucatoteca oferece oficinas de criação e construção, onde o visitante pode aprender a construir para o seu próprio uso ou como uma alternativa de fonte de renda.

Sala do Papel Reciclado: O papel é um dos materiais mais utilizados em nosso cotidiano e sua reciclagem garante o seu reaproveitamento resultando em um novo papel com praticamente todas as características do original. A reciclagem de papel é uma prática muito importante e traz muitos benefícios ao meio ambiente, uma vez que este processo preserva os recursos naturais (matéria-prima, energia e água), minimiza a poluição e diminui a quantidade de lixo destinado aos aterros. Na Sala do Papel Reciclado, o visitante tem oportunidade de conhecer a política dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) e como aplicá-las em seu dia-a-dia a partir de práticas sustentáveis, entender o valor da coleta seletiva, além de aprender e realizar o processo de reciclagem do papel.

Viveiro Escola: Tem como objetivo explicar a formação de uma floresta sem intervenção antrópica. Além de produzir mudas de árvores nativas com intuito de doação para os munícipes. É uma verdadeira fábrica de florestas!