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Nativa da mata atlântica, a árvore frutífera é também uma planta ornamental

  • Escrito por Prefeitura de Santo André

cambuci no peUm bom motivo para se produzir o cambuci é que a vistosa planta na qual ele frutifica, com flores brancas e folhas pequenas e brilhantes, está sob constante ameaça de desaparecer – assim como a mata atlântica, de onde é nativa.

Mas seu atrativo não é unicamente ecológico, pois a árvore pode deixar mais bonitas as propriedades, e seus frutos suculentos rendem bom ingrediente para sucos e doces.

Encontrado principalmente na serra do Mar, em São Paulo, e também em Minas Gerais, o cambuci ou cambucizeiro (Camponesia phaea) era também abundante em áreas hoje populosas, como a capital paulista. Tanto que existe um tradicional bairro paulistano que leva seu nome. Atualmente, municípios da região metropolitana de São Paulo tentam estimular o consumo da fruta; é o caso de Rio Grande da Serra e de Paranapiacaba, que em seus calendários oficiais já incluíram festas dedicadas ao cambuci.

Arredondado, com cerca de oito centímetros de diâmetro, polpa carnosa, fibrosa e com poucas sementes, o fruto tem um perfume intenso e adocicado. A casca verde, com tons em amarelo, é adstringente. Apesar de o sabor ser um pouco ácido, quase como o limão, ele também pode ser consumido in natura. Os pássaros são os que mais apreciam a fruta fresca, além de ter a nobre função de disseminar a fruteira.

O cambuci é bom mesmo para o preparo de sucos, geléias, doces em calda e ainda serve para aromatizar sorvetes. Também pode entrar como componente de bebidas alcoólicas, como licores e em infusão em cachaça, um uso que já era adotado pelos colonizadores, séculos atrás.

A árvore tem crescimento moderado e começa a florescer entre agosto e novembro. Alcança de três a cinco metros de altura, e tronco com diâmetro de 20 a 30 centímetros. A frutificação desponta durante os meses de janeiro e fevereiro. O cambucizeiro gosta de um pouco de frio e de solo com boa adubado, mas se dá bem em qualquer tipo de terreno. É apropriado para áreas de reflorestamento, para recuperação de terrenos degradados e também para a arborização de ruas, praças e jardins.

Raio X
SOLO: necessita de equilíbrio hídrico e boa adubação
CLIMA: subtropical fresco
ÁREA MÍNIMA: pode ser plantada até no quintal
COLHEITA: no verão, entre janeiro e fevereiro
CUSTO: o preço médio da muda é de sete reais

Mãos à obra

INÍCIO – a propagação da árvore se dá por meio de sementes, que são germinadas em sementeiras. Quando atingem de 20 a 25 centímetros de altura, é hora de passálas para um saquinho. Transplante somente o torrão para o local definitivo, assim que as mudas chegarem a 50 centímetros.

PLANTIO – o cultivo do cambucizeiro é recomendado em solo com equilíbrio hídrico, ou seja, nem muito seco, nem muito úmido. Antes, porém, o terreno deve ser preparado com aradura e gradagem. Faça o plantio de exemplares isolados ou em blocos somente com a espécie. O sombreamento de outras árvores provocam danos no desenvolvimento e produtividade da planta.

ADUBAÇÃO – nas covas, a adubação inicial pode varias entre cinco e dez quilos de esterco curtido. Adicione também de 50 a 100 gramas de superfosfato. A cada ano, aplique por planta outros dez quilos de esterco curtido. Pode-se também juntar 250 gramas por cova de NPK 20-00-20, divididas em duas ou três aplicações, durante o período quente e chuvoso, nos três primeiros anos do pomar.
ESPAÇAMENTO – as medidas indicadas são de 5 x 5 metros, entre plantas e fileiras. Para as covas, deixe 50 x 50 x 50 centímetros.

TRATOS – durante o crescimento da planta, o terreno deve ser roçado e as coroas, capinadas. Para o bom desenvolvimento da árvore, são necessárias as podas de formação e a de limpeza. Elas permitem o arejamento da copa, além de garantir a estrutura dos ramos para agüentar o peso dos frutos.
AMBIENTE – o clima subtropical fresco é o melhor para a adaptação do cambucizeiro. A árvore também aprecia um pouco de frio e regas.
PRODUÇÃO – o cambuci está pronto para ser colhido no verão, em especial durante os meses de janeiro e fevereiro. É bom apanhar a fruta logo que amadurece, pois cai facilmente do pé, sujeita a rachaduras na casca. Como o cambuci nem sempre torna-se amarelo, aperte-o levemente ainda verde; se estiver macio, é hora da colheita.

MAIS INFORMAÇÕES: Julio Texeira, auxiliar de recursos ambientais do IF – Instituto Florestal, Rua do Horto, 931, CEP 02377-000, São Paulo, SP, Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Geovane Alves de Andrade é supervisor do setor de viveiro e casa de vegetação da Embrapa Cerrados, BR-020, km 18, Rod. Brasília-Fortaleza, CEP 73301-970, Planaltina, DF, tel. (61) 3388-9892, Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Texto João Mathias
Fonte: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1649492-4529,00.html