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Obtenção de recursos na pesquisa e inovação é abordado em evento da Prefeitura

Obtenção de recursos na pesquisa e inovação é abordado em evento da Prefeitura


Iniciativa realizada em parceria com Fapesp e Itescs explicou o funcionamento do PIPE para empreendedores

Santo André, 27 de maio de 2021 - Atento ao cenário da inovação e tecnologia na cidade, a Prefeitura de Santo André promoveu, na noite da última quarta-feira (26), um evento virtual que teve como objetivo explicar o funcionamento do PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) e a captação de recursos para os projetos de empreendedorismo na área.

O evento foi ministrado pela professora Luciana Hashiba, coordenadora adjunta de Pesquisa para Inovação da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que explicou o programa ofertado pela instituição e tirou dúvidas dos cerca de 75 presentes no evento virtual. A iniciativa foi realizada em parceria entre o Parque Tecnológico de Santo André, Fapesp e o Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul).

A explicação a respeito da obtenção de recursos para a pesquisa, inovação e empreendedorismo em tecnologia é considerado fundamental para o Parque Tecnológico de Santo André para estimular o desenvolvimento dos projetos de empresas existentes na área atualmente.

Segundo a professora Luciana Hashiba, o evento mostrou que existe uma demanda importante na região. “Foi um prazer participar deste evento. O workshop mostrou a intensa movimentação em prol da inovação para a consolidar um ecossistema com diversos atores em conexão e, muito importante, que trabalha de forma colaborativa”, disse Luciana.

Para o secretário de Desenvolvimento e Geração de Emprego, Evandro Banzato, a iniciativa é importante para a melhoria na competitividade das empresas da região. “Gostaria de deixar registrado o agradecimento ao Governo do Estado que, por meio da Fapesp, pode trazer este importante evento. Essa conexão buscou atender uma forte demanda das pequenas e médias empresas que desejam obter recursos para o desenvolvimento de novas tecnologias. Estamos a essas necessidades. A nossa equipe tem trabalhado firme no que chamamos de três pilares: melhoria no ambiente de negócios, melhoria na competitividade das empresas e a qualificação”, disse.

Reverter o baixo número de projetos apresentados por empresas da cidade é uma das preocupações do Parque Tecnológico. Em 24 anos de PIPE, entre auxílio e bolsas, apenas 30 projetos de empresas andreenses foram contemplados dos 5624 realizados no Estado de São Paulo. A região do ABC, ao todo, apresentou apenas 152 projetos contemplados.

O PIPE é voltado para empresas com até 250 funcionários. As pesquisas precisam ser realizadas na empresa e o programa não requer contrapartida financeira do empreendedor.

O programa é dividido em três fases e pode liberar recursos que vão de R$ 200 mil a R$ 1 milhão para os projetos de pesquisa. A Fase 1 é referente ao estudo e análise de viabilidade técnico-científica da pesquisa, tendo como valor máximo de financiamento previsto de R$ 200 mil para cada projeto. Já a Fase 2 é a de desenvolvimento da pesquisa técnico-científica e os recursos vão até R$ 1 milhão. Na terceira fase, a de desenvolvimento comercial e industrial do produto ou do serviço, os recursos não são financiados exclusivamente pela Fapesp.

Recentemente também foi lançado o PIPE Invest, uma nova modalidade do PIPE que tem por objetivo oferecer fundos suplementares exclusivos para pesquisa de projetos na Fase 2, visando acelerar o processo de comercialização. As empresas que tiveram sucesso neste fase do PIPE e comprovarem a adesão de parceiro privado ao projeto – pessoa física ou jurídica, sem conflito de interesse com a pequena empresa-alvo do investimento –, com aporte de recursos acima de R$ 100 mil, receberão, por meio do PIPE Invest, recursos suplementares, com valor máximo idêntico ao captado pelo investimento privado, limitado a um teto de R$ 1 milhão por um período de até 24 meses.

Mais informações a respeito do PIPE podem ser encontradas em https://fapesp.br/pipe/.

Além do PIPE, a Fapesp também conta com outros dois programas de pesquisa para inovação. O PITE (Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica) é feito para empresas de todos os portes e é voltado para pesquisa em parceria com ICT, tendo a FAPESP participação com 20% a 70% do orçamento. Já o CPE (Centros de Pesquisa em Engenharia / Aplicada) é focado em projetos de longo prazo para estabelecimento de centro de conjunto de pesquisa, requerendo contrapartida financeira da empresa.

A Fapesp é uma das poucas agências do Brasil que permitem startups e empresas com ideias viáveis técnica e economicamente a serem constituídas. Contudo, podem pensar no PIPE também as médias empresas, que contam com até 249 funcionários, que podem obter a ferramenta de apoio para inovar e pesquisar novas tecnologias.
A Fapesp teve provações com relação a suas fontes de receitas. Por duas vezes tiveram medidas na pandemia para reduzir a dotação ou realizar o envio das reservas da Fapesp ao Tesouro. Entretanto, a importância da ciência e da pesquisa é reconhecida como pilar de sustentação do desenvolvimento e coloca São Paulo a frente de vários outros estados que não possuem uma lei para alocar recursos de forma sistemática na pesquisa e na inovação.

Parque Tecnológico de Santo André - Atualmente, Santo André conta com o Parque Tecnológico e de Inovação, que é parte fundamental da política de desenvolvimento econômico já em operação pela Prefeitura e tem como missão promover a inovação e competitividade nas empresas, potencializando as estruturas já existentes na cidade e região, estimulando a extensão tecnológica nas instituições de ensino superior e atuando nas oportunidades econômicas do ABC.

Em breve, o Parque Tecnológico passará a contar com o Cite (Centro de Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo de Santo André), um dos braços que sustentará os trabalhos do Parque, unindo diferentes áreas. No último dia 19, inclusive, o prefeito Paulo Serra recebeu em seu gabinete o ex-senador José Aníbal, que acompanhou a explanação de como funcionará o espaço.

O Centro de Inovação terá local físico dentro do Parque Tecnológico, que ficará na antiga área da Rhodia Química, em cerca de 7.000 metros quadrados de área construída. O piso térreo trará áreas de exposição, eventos, apresentações, treinamentos, entre outros. Já o piso superior reservará salas integradas para reuniões, apoio administrativo, coworking, entre outras atividades. Assim, os interessados poderão participar por concessão aberta, direcionada, locação de espaços, parcerias institucionais e naming rights.

O projeto executivo segue em realização, com fase de consolidação e licitação programados para o segundo semestre deste ano. A expectativa de entrega é entre 2022 e 2023. Para a construção serão investidos R$ 27 milhões oriundos do Ministério do Desenvolvimento Regional, somados a R$ 2 milhões de contrapartida da Prefeitura.

O Parque Tecnológico de Santo André traz em sua essência a integração e colaboração entre os atores locais de ciência, tecnologia e inovação, e irá se somar às estruturas já existentes das sete cidades que compõem o Polo Tecnológico do ABC, uma região com economia altamente relevante para o país, com o quarto maior PIB do Brasil, terceiro maior valor adicionado da indústria e com o quinto maior mercado consumidor do país.

Entre as iniciativas do Parque Tecnológico está o Hub de Inovação, que apoia e fomenta empresas que queiram desenvolver pesquisas, novos produtos e processos de forma sistemática e continuada.

No início de maio, com o objetivo de promover a competitividade das empresas locais e fomentar o ecossistema de inovação da cidade, o Parque Tecnológico recebeu representantes do Cofip (Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC) para firmar uma parceria entre o Hub de Inovação e a entidade que representa 16 empresas do polo petroquímico.

O Hub de Inovação do Parque Tecnológico faz a ligação entre estas empresas e startups, universidades, Centros Tecnológicos e ICTs da região, promovendo maior integração e fortalecimento do ecossistema de inovação do ABC.

Mais recentemente, no último dia 12, o Hub de Inovação contou com o início da atuação da Mercedes-Benz, que apresentou em encontro promovido pelo Parque Tecnológico seus cinco desafios ligados à eletrificação e ao desenvolvimento de conhecimento e novas competências em baterias de alta potência.

Além da Cofip e da Mercedes, o Hub também conta com iniciativas juntamente com Prometeon Tyre Goup e Tim.

Outro braço fundamental do Parque Tecnológico é o Bureau de Serviços, uma estrutura integrada de atendimento, que unifica a rede de serviços tecnológicos da cidade de Santo André e região. A ferramenta da Prefeitura de Santo André promove mais de 120 serviços ofertados pela rede de inovação da cidade.

Para conferir todas as iniciativas do Parque Tecnológico de Santo André, basta acessar o site http://www3.santoandre.sp.gov.br/parquetecnologico/.

Texto: Renan Muniz
Foto: Alex Cavanha/PSA

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