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Conchas acústicas são elementos icônicos em alguns espaços públicos do Brasil e do mundo. Mas além de uma forma curiosa, seu funcionamento é altamente interessante. Inspirando-se no desenho do ouvido humano, as ondas sonoras produzidas dentro delas são organizadas através de sua forma, tornando-se mais vívidas e fortes para o público à sua frente.

Do ponto de vista técnico, a propagação do som é realizada pela reverberação do mesmo que, emitido dentro da casca, é direcionado através da conformação côncava em direção aos expectadores. Em outras palavras, ao ser emitido, o som bate na cobertura e pela constituição cuidadosamente calculada, é distribuído à plateia.

No que diz respeito ao desenho das conchas acústicas, devem ser estudados caso a caso, em decorrência das variações espaciais. Contanto, podem ser projetadas de modo radial a partir de uma casca de concreto concebida como um cone deitado, de tal maneira que com base da largura total da concha, a plateia seja disposta a partir do raio inicial; isolada, dobrando a geometria; ou ainda partindo de uma geometria no formato sela ou crista. Geralmente, elas são formadas por superfícies de base semicircular e boca parabólica, como metade de uma esfera.

No entanto, há algumas ressalvas para o funcionamento adequado das conchas acústicas. É interessante que o terreno apresente certa inclinação, dado que há necessidade angular para a disposição da plateia, assim como um teatro-arena. Condições climáticas também são importantes para o funcionamento adequado, uma vez que se a velocidade dos ventos exceder 15 km/h [1], isso pode provocar atrapalhar o som. Questões naturais adjacentes também devem ser levadas em consideração, isso porque determinados recursos naturais, a exemplo da grama, absorvem parcialmente as ondas sonoras, enquanto que superfícies de água são excelentes refletoras.

Outro equipamento que utiliza o mesmo raciocínio são as antenas parabólicas. Uma antena parabólica é uma antena refletora utilizada para a recepção de sinais de rádio e televisão. Ela reflete o sinal vindo do espaço, que vem em todas as direções, para o centro da antena, onde está o captador (chamado LNB), e assim concentrando este sinal fraco num único ponto, para que se obtenha uma recepção aceitável. É necessário utilizar um circuito elétrico, que codifique esses sinais, e que controle as faixas de frequências que serão utilizadas: para isto que serve o aparelho receptor de sinais (chamado também de decodificador de TV). Esses sinais são transmitidos por satélites que operam para esse tipo de antena.

A forma geométrica da antena é um paraboloide de revolução, de forma que feixes paralelos de radiação eletromagnética se concentrem em seu foco.

As antenas parabólicas são utilizadas de forma muito comum no litoral e também no interior do Brasil, já que a qualidade dos canais recebidos via satélite é mais aceitável do que a recebida na TV comum, e o número de canais recebidos através do satélite é consideravelmente maior. Geralmente o sinal é recebido de forma gratuita, para recebê-lo basta adquirir um kit com antena parabólica, decodificador (digital ou analógico) e cabos coaxiais.

 

 

Fonte:
ArchDaily Wikipedia

 

 

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