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Nada sobre nós, sem nós!

* Silmara Conchão

Parabéns, mulheres! 8 de março está chegando e, com ele, as celebrações do Dia Internacional das Mulher em todo o mundo. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975, é uma oportunidade para mostrar como as mulheres progrediram e discutir o quanto ainda falta para construir uma sociedade mais justa, sem violência, democrática e igualitária para homens e mulheres.

 

Temos de reconhecer a grande diferença que ainda existe entre os papéis sociais de gênero, e como mulheres e homens são incluídos nos processos de decisões relacionados ao destino das cidades, dos países e do mundo.

Historicamente, as mulheres foram alijadas dos processos de decisões políticas. A elas, competia o cotidiano das ações. Extremamente afetadas por estas decisões, são as responsáveis por muitas funções que asseguram com que a rotina da vida diária aconteça da melhor forma possível.

São elas que permanecem mais tempo em casa, nas suas comunidades e mantêm uma relação muito próxima com os recursos naturais. Muitas vezes, provedoras das famílias, elas utilizam e colaboram, em maior parte, com os serviços de saúde e de assistência social.

Em Santo André, preparamos uma ampla e bonita programação intersecretarial, distribuída por todo o mês de março. Com o lema “Nada sobre nós, sem nós!”, estamos chamando as mulheres a participarem cada vez mais das suas próprias vidas e dos debates e decisões voltados especificamente para elas.

No município, 52% da população é formada por mulheres. Sem dúvida, conquistamos espaços na sociedade, mas ainda somos desiguais social e economicamente. Na política, um exemplo: temos apenas duas vereadoras na nossa cidade.

Neste ano, a Prefeitura, comandada por Carlos Grana, inova quando anuncia a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a primeira do ABC. A iniciativa atende reivindicação do Movimento de Mulheres – com mais de duas décadas de história – e demonstra a consideração que o modelo de gestão deve promover, além da igualdade, fomentando políticas que contribuirão para novas relações, superando o machismo e o racismo que são construções estruturantes, sociais e históricas que sustentam a desigualdade na sociedade brasileira.

A mulher precisa sair do lugar de oprimida. Só há opressor, porque há o oprimido. Quando o oprimido se organiza, participa e se fortalece. É o fim da ação do opressor.

*Silmara Conchão é assessora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura de Santo André

Última modificação emSexta, 05 Abril 2013 14:48

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