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Conselho Municipal do Patrimônio Histórico revisa tombamento do Cine Theatro Carlos Gomes

Conselho Municipal do Patrimônio Histórico revisa tombamento do Cine Theatro Carlos Gomes

Ato tem por objetivo atualizar os termos do tombamento, realizado na década de 1990; outros bens tombados no período também passarão por revisão

Santo André, 10 de junho de 2019 – Os atos oficiais da Prefeitura divulgarão, nesta terça-feira (11), a revisão da homologação do tombamento do Cine Theatro Carlos Gomes. A medida, que será referendada pelo prefeito Paulo Serra, ocorreu após processo realizado pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André (Comdephaapasa).

O projeto de revitalização do Cine Theatro, apresentado no mês de abril, está em linha com todas as diretrizes propostas nesta revisão. O plano de intervenções foi elaborado pela equipe de arquitetos da prefeitura e prevê a reforma, recuperação e preservação das estruturas e dos elementos protegidos pelo tombamento. A iniciativa tem como objetivo a recuperação e a reocupação do edifício, que será agora um espaço de variedades.

“Mais um importante passo para garantir a preservação do Cine Theatro Carlos Gomes, sem risco de demolição, como já ocorreu no passado. Vamos revitalizá-lo respeitando o tombamento e assegurando que sua estrutura permaneça preservada, dentro de um novo contexto de uso e ocupação”, destacou o prefeito Paulo Serra.

De acordo com Marco Moretto, o vice-presidente do Conselho Municipal, a medida foi adotada com vistas à atualização do processo de tombamento, realizado na década de 1990. “O procedimento realizado naquela época era genérico. Com esta medida, pretendemos tornar mais efetiva a questão do tombamento e as diretrizes de preservação”, afirmou. Ainda, segundo o conselheiro, outros bens tombados em nível municipal na década de 1990 terão os seus termos atualizados.

Histórico - Localizado na Rua Senador Fláquer, 110, o Cine Theatro Carlos Gomes foi o primeiro espaço de difusão da arte do cinema e inaugurou uma nova uma forma de lazer coletivo na cidade. Segundo o estudo elaborado pelo Comdephaapasa, no local foram promovidas outras importantes formas de expressão cultural e de sociabilização, tais como: apresentações teatrais, concertos, óperas, revistas musicais, bailes, bailes de carnaval, entre outras. Além disso, o edifício foi um dos primeiros espaços construídos especificamente para este fim e apresenta elementos de interesse artístico como as pinturas decorativas de Luigi Cereja nas paredes laterais e acima da boca de cena.

Ainda segundo o estudo, o bem enquadra-se nas seguintes categorias de referência cultural: permanência no tempo; testemunho do modo de viver da sociedade andreense, especialmente entre as décadas de 1920 e 1960; valor simbólico; relação com a comunidade e presença na memória coletiva afetiva da cidade e impacto visual na composição da paisagem.

Por conta disso, o decreto estabelece novas diretrizes de tombamento do prédio do primeiro cinema da cidade. Entre elas, destacam-se a preservação das paredes laterais do corpo principal (plateia), bem como as paredes laterais de fundos do corpo secundário (palco e coxia) e da boca de cena italiana, os ornamentos existentes (frisos e requadros).

Texto: Marcos Imbrizi

Fotos: Alex Cavanha/PSA

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