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Simpósio sobre doação de órgãos é realizado no Centro Hospitalar Municipal de Santo André Destaque

A médica e diretora geral do Centro Hospital Dr. Newton da Costa Brandão (CHM), Maria Odila Gomes Douglas, abre o evento desta terça-feira (11) A médica e diretora geral do Centro Hospital Dr. Newton da Costa Brandão (CHM), Maria Odila Gomes Douglas, abre o evento desta terça-feira (11) Ricardo Trida/PSA

Profissionais de várias instituições de saúde abordaram aspectos importantes do processo de captação e transplantes

Santo André, 11 de setembro de 2018 - Com objetivo de conscientizar sobre a doação de órgãos e estimular o diálogo sobre o assunto entre as famílias, o Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA) Dr. Newton da Costa Brandão promoveu, na tarde desta terça-feira (11), a quarta edição de seu simpósio sobre o tema. A mesa de abertura foi composta pela diretora geral do hospital, Dra. Maria Odila Gomes Douglas; pelo coordenador da CIHDOT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante), Dr. Timóteo Moia Sanches Júnior; e pela secretária adjunta de Saúde do município, Dra. Rosana Grasso.

Dra. Maria Odila fez questão de destacar a adesão do público, que lotou o anfiteatro do CHMSA – cerca de 100 pessoas acompanharam as palestras. “Com certeza, os funcionários da Saúde e de outras secretarias, além dos estudantes de enfermagem e membros da sociedade civil que estiveram presentes, serão multiplicadores das informações transmitidas pelos convidados”, disse.

Em seu discurso, a secretária adjunta de Saúde evidenciou a importância do evento e o papel do CHMSA no diagnóstico dos casos de morte encefálica e na captação de órgãos para transplantes. “O hospital é referência regional em atendimentos de traumatologia e temos de cumprir com responsabilidade nosso papel para aumentar o número de doadores no país. Nesse sentido, o Centro Hospitalar foi muito feliz em evidenciar a conversa com os familiares em sua campanha interna deste ano”, destacou a Dra. Rosana.

“A doação só acontece a partir da confirmação da morte encefálica e com a autorização de parentes. Um único doador pode salvar inúmeras vidas. Por isso, o diálogo entre familiares é fundamental e campanhas que estimulem as pessoas a serem doadoras também. Vale lembrar, que alguns órgãos podem ser doados em vida”, reforçou o Dr. Timóteo.

A proporção de doadores no Brasil cresceu 68% desde 2010, segundo a Associação Brasileira de Transplante do Órgãos (ABTO). No entanto, o índice de recusa das famílias em autorizar os transplantes ainda é alto: chega a 42%, de acordo com dados de 2017. “São diversos os motivos para a recusa e, ao contrário do que muitos pensam, as convicções religiosas estão entre os últimos fatores. Ainda pesa a não manifestação em vida do desejo de ser doador”, comentou César Augusto Guimarães Marcelino, enfermeiro chefe da Organização de Procura de Órgãos e Tecidos do Instituto Dante Pazzanese, referência do CHMSA para as notificações. Em sua palestra, ele abordou pontos relevantes do processo de doação e transplante.

O 4º Simpósio Sobre Doação de Órgãos do CHMSA contou com outros convidados. A enfermeira Vanessa Ayres Carneiro Gonçalves, coordenadora da Organização de Procura de Órgãos da Escola Paulista de Medicina, falou sobre a importância da equipe multiprofissional antes e depois da realização de um transplante.

Já Edvaldo Leal de Moraes, coordenador de enfermagem da Organização de Procura de Órgãos e Tecidos do Hospital das Clínicas FMUSP, destacou a relevância da entrevista com os familiares de um potencial doador. “O órgão nunca pode ser mais importante que a família. Do contrário, não vamos diminuir nossa taxa de recusas. É todo um trabalho de humanização que começa com a entrada das famílias dentro de um hospital e passa pelo entendimento a respeito da morte encefálica”, salientou.

Membro da ABTO, a enfermeira Renata Leite apresentou o “Projeto Doação 360”, que conta com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde e da Central Estadual de Transplantes. A proposta é promover o intercâmbio entre as instituições de saúde públicas e privadas e as OPO’s (Organizações de Procura de Órgãos) para identificar novos doadores e garantir a continuidade e o sucesso do processo.

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde, é parceira do projeto na capacitação de profissionais que envolve outros equipamentos municipais. Entre eles, o PA Central, o PA Vila Luzita, a UPA Sacadura Cabral e o Hospital da Mulher. “Precisamos garantir o direito das famílias de terem o diagnóstico correto de morte encefálica. Sem esquecer que Santo André tem dois equipamentos muito importantes para a comunicação dos casos: o Hospital Estadual Mário Covas e o próprio Centro Hospitalar Municipal”, afirmou Renata.

Setembro Verde – No Mês Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, o CHMSA está realizando ações internas de conscientização, reforçadas por panfletos e cartazes. O prédio do hospital está iluminado com a cor verde, que simboliza a campanha.

Fonte: Comunicação CHMSA “Dr. Newton da Costa Brandão”

Supervisão: Gustavo Baena

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