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Estação de captura de imagens do Planetário registra passagem de 225 meteoros no céu de Santo André desde abril

Imagens capturadas são processadas e transformadas em dados para as pesquisas Imagens capturadas são processadas e transformadas em dados para as pesquisas Júlio Bastos/ PSA

Atividades de pesquisa realizadas na Sabina colocam Santo André entre as cidades do país que contribuem para o avanço da astronomia

Santo André, 28 de agosto de 2018 - Em pouco mais de quatro meses, 225 meteoros cruzaram o céu de Santo André. O número inédito é resultado da pesquisa realizada pela primeira estação de captura de imagens de meteoros do ABC, instalada desde abril no Núcleo de Observação do Céu, vinculado ao Planetário e Cinedome Johannes Kepler, na Sabina Escola Parque do Conhecimento.

“Até hoje, ninguém havia mensurado a quantidade de meteoros que passa pela região. Partimos do zero para começar a construir uma base de informações que possa subsidiar novas pesquisas, comparações de resultados, como saber se houve redução no número de meteoros no céu, ou mudanças de locais de origem, os chamados radiantes”, explicou o astrônomo Marcos Calil, coordenador científico do Planetário.
Segundo Calil, uma linha de pensamento adotada por alguns astrônomos defende a ideia de que não há alteração na quantidade, velocidade e origem dos meteoros com o passar do tempo. “Pesquisas como esta podem mostrar que há sim redução no número de meteoros com o passar dos anos, por exemplo, e assim, trazer novas informações importantes para o campo da astronomia e também para o ensino do tema", explicou.


Com a estação de captura, que começou a funcionar em abril deste ano, o Planetário e Cinedome Johannes Kepler passou a atuar em um novo campo de pesquisa, e coloca Santo André entre as cidades do Brasil que contribuem para o avanço da ciência e da astronomia, como caminho para compreensão de muitas questões que ainda envolvem a natureza humana. De acordo com Calil, já são realizadas pelo NOC e Planetário, pesquisas em ensino de astronomia, para análise e aperfeiçoamento dos método de ensino da astronomia, e pesquisas em divulgação, por exemplo como contribuem para o segmento os efeitos dos vídeos divulgados no youtube. “Agora, com a estação de captura, ingressamos no campo da pesquisa em meteorítica” , destacou.

Para que isso aconteça, foi instalada no NOC, que fica na área externa da Sabina, uma câmera de monitoramento ligada 24 horas que, em conjunto com um software especializado, grava qualquer meteoro que estiver na atmosfera da Terra, na região Sul, para onde a câmara está direcionada. As imagens capturadas pelo software são processadas e transformadas em dados para pesquisas. Esses dados são enviados para a Bramon (Brazilian Meteore Observation Network), uma organização sem fins lucrativos, que tem a missão de desenvolver e operar uma rede para o monitoramento de meteoros, para produzir e fornecer dados científicos através da análise de capturas.

“Atualmente o Brasil é o principal País do Hemisfério Sul no que diz respeito à pesquisas sobre meteoros. Principalmente, devido à rede de cidades que fazem o monitoramento dos meteoros, operada pela Bramon. Existem 18 estações no estado de São Paulo, em um total de 130 estações de captura no Brasil. Todas as imagens que foram capturadas pela Câmera do Noc estão arquivadas no computador do Núcleo de Observação do Céu e irão ser disponibilizadas na exposição Rochas Celestes que está em cartaz no Planetário e Cinedome de Santo André, além das redes sociais da Sabina e do IPRODESC, instituto que gerencia o Planetário e o Núcleo de Observação do Céu.

“Esperamos que um dia um meteoro possa vencer a atmosfera da Terra e cair em solo andreense. Quando isso acontecer, estaremos preparados para não apenas realizarmos os registros de imagens, mas também ter as coordenadas para captura do meteorito que terá o nome da cidade”, completou Callil.

 

 

 

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