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Programa inovador, Moeda Verde completa seis meses com 6,5 toneladas de recicláveis recebidos

Programa inovador, Moeda Verde completa seis meses com 6,5 toneladas de recicláveis recebidos

Iniciativa ocorre em três núcleos da cidade e conta com mais de 200 famílias cadastradas

Santo André, 5 de junho de 2018 - O programa Moeda Verde, que troca 5 quilos de resíduos recicláveis por 1 quilo de alimentos hortifrúti, completou seis meses de implantação. Desde 22 de novembro, quando teve início a ação no Núcleo dos Ciganos, em Utinga, foram quase 6,5 toneladas de resíduos recicláveis entregues pela população, que em troca recebe frutas, legumes e verduras. No final de abril, o projeto foi estendido também aos núcleos Capuava e Ciprestes, tendo atualmente mais de 200 famílias cadastradas. 

“O projeto Moeda Verde é um sucesso, que conta com o envolvimento cada vez maior dos moradores. Traz cidadania e consciência ecológica. Outra vantagem é a redução do acúmulo de lixo nos locais onde o programa foi implantado", afirma o prefeito Paulo Serra. 

O Moeda Verde tem se destacado por causa da forma como integra uma necessidade urgente da cidade – a ampliação da reciclagem para a redução do volume de resíduos que seguem para o aterro municipal – com uma ação social que beneficia diretamente famílias vulneráveis. Mas o programa não é só isso. Ao atuar com educação ambiental, o Moeda Verde demonstra na prática os benefícios da reciclagem, quando, por exemplo, ajuda a reduzir o lixo jogado nas ruas por moradores dos núcleos atendidos e a eliminação de pontos viciados de descarte irregular. 

Ao mesmo tempo, o interesse cada vez maior pelo projeto conscientiza a população em geral que, ao receber mais informação sobre o encaminhamento adequado dos recicláveis na cidade, passa a aderir melhor à coleta seletiva, separando com mais frequência os resíduos secos para a coleta seletiva porta a porta.

O Moeda Verde ainda tem como consequência outros benefícios indiretos, como o aumento da qualidade do material seco que chega para as cooperativas de reciclagem, ampliando sua possibilidade de ganho econômico, e a maior venda de verduras produzidas pelos agricultores urbanos de Santo André.

“O processo é transversal e atinge as duas pontas: gera mais oportunidades para quem produz o alimento e entrega mais material para as pessoas que sobrevivem da venda dos recicláveis. São duas pontas econômicas, de inclusão social e geração de renda, e no intermediário estamos nós, do Semasa, os moradores de núcleos e o resto da cidade, ganhando com a separação correta dos resíduos”, afirma José Elídio Moreira, diretor de Resíduos Sólidos do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), departamento que cuida da parte operacional do programa. 

O Moeda Verde é realizado por meio de parceria entre Semasa, Banco de Alimentos do Núcleo de Inovação Social, Secretaria da Saúde, Secretaria de Cidadania e Assistência Social, Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), Agricultores Urbanos do Marajoara e do Capuava, Nupe (Núcleo de Projetos Especiais) de Santo André e Instituto Triângulo.

Texto: Viviane Raymundi
Fotos: Divulgação/Semasa

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