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Sabina Escola Parque ganha novo morador

Animal, de cerca de 2 anos, ficará em terrário que reproduz o bioma da Mata Atlântica Animal, de cerca de 2 anos, ficará em terrário que reproduz o bioma da Mata Atlântica Júlio Bastos/PSA

 Jibóia de nome Leopoldo chega para marcar as comemorações do Dia da Mata Atlântica; animal ficará no terrário, que reproduz o ecossistema da mata

Santo André, 25 de maio de 2018 – A Sabina Escola Parque do Conhecimento vai comemorar o Dia da Mata Atlântica, que ocorre em 27 de maio, com um novo morador: uma jibóia chamada Leopoldo. O animal veio do Instituto Butantan e vai viver no terrário localizado na Sala da Vida, onde ficam o aquário, o pinguinário e as réplicas de dinossauros. O terrário é um recinto de vidro, onde é reproduzido o bioma da Mata Atlântica, o habitat das jibóias.

O espaço tem vegetação característica da Mata Atlântica, como bromélias, orquídeas, samambaias, além de um ambiente que imita corredeiras com água, galhos e folhas. “No recinto podemos abordar uma infinidade de assuntos com os alunos, seja destacando as características e riquezas da mata, a importância de sua preservação, ou ainda relacionar o tema da floresta com outras áreas da Sabina, como por exemplo a história da ocupação do litoral paulista”, explicou a bióloga Catherina Monteiro.

De acordo com a bióloga, é importante que estudantes saibam que a Mata Atlântica é considerada um hotspot mundial, ou seja, uma área que apresenta grande riqueza natural e elevada biodiversidade, mas que, no entanto, estão ameaçadas de extinção ou passando por um processo de degradação. “Afinal, grande parte da população brasileira vive nesse ecossistema. Os hotspots são os lugares do planeta onde a conservação de suas feições naturais é mais urgente”, afirmou.

Leopoldo é bem jovem – tem apenas dois anos de idade –, e vai viver junto com um morador mais antigo, o José, de 17 anos, uma outra jibóia que chegou à Sabina em 2007, também depois de passar pelo Instituto Butantan. Os dois animais são da espécie Boa constrictor amarali. As jibóias são muito utilizadas nas aulas de educação ambiental, para sensibilizar e informar as crianças sobre hábitos alimentares, tipo de dentição, diferença entre as cobras venenosas e as não venenosas e várias outras questões. “É um bom momento para desmistificar a ideia de que as cobras são animais malvados. Elas são animais como todos os outros, com seu papel importante na cadeia alimentar e no ecossistema”, acrescentou Catherina Monteiro.

“Queremos chamar a atenção dos estudantes sobre a importância de preservar e conservar o que resta da Mata Atlântica, uma área que muitos animais utilizam para reprodução e moradia, e da qual as populações dependem para equilibrar o clima e regime de chuvas, possibilitando o abastecimento de água, para produção de oxigênio, dentre outros tantos serviços gentilmente prestados. Se acabarmos com esse ecossistema, acabamos com as bacias hidrográficas, espécies de fauna e flora, sem contar o prejuízo para a agricultura e o lazer. Estaremos acabando com a nossa vida”, frisou.

Serviço:
Sabina Escola Parque do Conhecimento
Endereço: Rua Juquiá, s/nº, Vila Eldízia (entrada na altura do nº 135)
Horário: Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.
Ingressos: Grátis para alunos e professores das escolas municipais de Santo André, para crianças menores de 5 anos e pessoas com deficiência. Demais visitantes: R$ 20, com meia-entrada para estudantes, professores, servidores públicos andreenses, aposentados e idosos acima de 60 anos. Interessados em assistir a uma das sessões do Planetário e Cinedome de Santo André - Johannes Kepler pagam R$ 30, a inteira, com direito a passeio por toda a Sabina.
Estacionamento: Gratuito, sujeito à disponibilidade de vagas

Texto: Paola Zanei
Fotos: Júlio Bastos/PSA

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