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Cesta de Natal na região tem alta de 4,73% na comparação com o ano passado

Panetone apresentou queda de preços em comparação ao ano passado Panetone apresentou queda de preços em comparação ao ano passado Júlio Bastos

 

Pesquisa da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) comparou preços de nove produtos tradicionais da ceia do brasileiro com os aplicados em 2016; tender registrou a maior alta

Santo André, 21 de dezembro de 2017 - Levantamento realizado pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) em cidades do ABC, com análise de preços de nove produtos que tradicionalmente compõe a Cesta de Natal, apontou uma alta de, em média 4,73% %, em relação aos preços praticados em dezembro do ano passado. Foram verificados pela equipe de pesquisadores os valores aplicados no panetone, espumante chuva de prata, espumante Cereser, e os preços do quilo de chester, tender, pernil, de peru, bacalhau e da uva passa. De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pela análise da pesquisa, Fábio Vezzá de Benedetto, a variação do preço dos produtos acompanhou a inflação em torno de 5% neste ano. Contudo, na análise individual, os itens sofreram as oscilações em função de perda de mercado com a chegada de concorrentes, a maior oferta devido a fatores produtivos e o próprio momento econômico frente às tendências de consumo.

Na análise individual do desempenho de cada item, a principal alta foi registrada no preço do tender, que teve o quilo encontrado com preços em média 41,18% mais altos em 2017, na comparação com o ano passado. A uva passa também sofreu uma das maiores altas do período, com o quilo 37,09% mais caro neste ano, na comparação com 2016. Foram registrados aumentos, embora menos expressivos, no panetone (2,55%) e no espumante Cereser (1,84%).

A outra marca tradicional de espumante verificada pelos pesquisadores, a Chuva de Prata, registrou queda de 11,81%, uma das maiores reduções de preço da Cesta de Natal. “Esse resultado pode ter sido provocado por uma perda de mercado devido à chegada de concorrentes. Neste caso houve aumento da presença de importados no mercado a preços competitivos”, destacou Fábio Vezzá de Benedetto.

A maior queda, no entanto, foi registrada no preço do chester, que ficou 17,52% mais barato este ano, seguido pelo bacalhau, que foi encontrado com preços 16,27% mais baixos. “Porém é preciso ter cuidado com a análise dos preços do bacalhau, pois as variações são muito grandes, principalmente por conta da marca, do tipo de peixe, de qual parte é a peça”, explicou Benedetto. Outra carne que ficou mais em conta neste ano foi o peru, com o quilo 5,39% mais barato do que em 2016. Segundo Benedetto, os valores coletados para a pesquisa são os mais baixos encontrados para cada item. No caso do panetone e dos espumantes é necessário determinar marca devido à grande variedade de marcas encontradas no mercado.

 Texto: Paola Zanei

Foto: Júlio BAstos

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