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Dia Mundial de Luta Contra a Aids - Solteiro ou casado, sexo seguro é só com camisinha Destaque

Dia Mundial de Luta Contra a Aids - Solteiro ou casado, sexo seguro é só com camisinha Júlio Bastos/PSA

Neste mês é realizada a campanha dezembro vermelho que luta pela prevenção e conscientização sobre a Aids

Santo André, 01 de dezembro de 2017 - “O HIV não é transmitido no contato social. A saliva por si só, sem sangramento na boca, ou o suor não são portas de entrada para o vírus. Então não precisa fazer separação de talheres ou excluir do convívio o portador do vírus”. Mesmo após 30 anos desde que o dia 1º de dezembro se tornou o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, umas das principais barreiras contra a doença continua sendo a desinformação. A fala da infectologista do Ambulatório de Moléstias Infecciosas de Santo André (ARMI), Elaine Monteiro Matsuda, ilustra a falta de conhecimento que a população ainda tem sobre a doença.

O medo da contaminação, apesar de causar segregação e preconceito, não faz com que a população se proteja de fato. A principal porta de entrada do vírus HIV continua sendo por meio do sexo, porém de acordo com uma pesquisa de 2012, da Gentis Panel, empresa de pesquisa de mercado, mostrou que 52% do brasileiros entrevistados nunca ou raramente usavam camisinha em suas relações sexuais.

“Quando a gente fala de exposição de risco, é importante lembrar também que transar com o marido sem camisinha se enquadra nisso. Muitas vezes o diagnóstico é tardio, vemos idosos perdendo a oportunidade de diagnóstico precoce ou o diagnóstico acontecendo durante o pré-natal de uma mulher com resultado positivo, tendo um único parceiro, por uma ideia de que o outro vai estar protegido. A gente tem que tirar essa a ideia de que é só o grupo de risco, qualquer um pode ter se exposto em algum momento da vida”, alertou Matsuda, durante o 1º Seminário AIDS Talks Fique Sabendo: Diagnóstico Precoce – Complexidades para além da testagem, realizado pela Prefeitura na manhã desta sexta-feira (01).

Além do seminário, as equipes de saúde realizaram na manhã desta sexta-feira (1) também, a distribuição de camisinhas, orientação sobre testagem e dúvidas referente ao HIV/IST/Aids no Calçadão da Oliveira Lima, no centro. Os dois aliados mais importantes na prevenção do HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis, os preservativos femininos e masculinos, podem ser retirados de forma gratuita em todos os serviços de saúde da rede municipal.

Para aqueles que acabaram se expondo a alguma situação com risco de contaminação, Santo André tem profissionais capacitados para realizar o TRD (Teste Rápido Diagnóstico) em todas as Unidades Básicas de Saúde. Além disso, possui um CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), localizado no ARMI (Rua Silveiras, 73 – 011 4427-6110). Qualquer pessoa pode realizar o teste de forma gratuita e sigilosa. Não é exigido documentos para a realização do teste, no entanto vale ressaltar que sem portar documento com foto ou o cartão do SUS, o laudo não poderá ser entregue até que o mesmo seja que seja apresentado. Todos que procurarem o serviço poderão saber do seu status sorológico e receberão as orientações e encaminhamentos necessários.

O tratamento não pode parar - Aqueles que possuem o vírus e fazem o tratamento regularmente conseguem viver com qualidade de vida e principalmente baixar a carga viral, mantendo-a indetectável e assim, não transmitindo o vírus. “Quem tem a carga viral suprimida não transmite o vírus, porém isso não elimina a necessidade de usar preservativo, já que existem outras doenças sexualmente transmissíveis. Outro problema: será que esse individuo estará com a carga viral suprimida no momento da relação sexual ou foi no momento do exame apenas? Depois da camisinha, tratar é melhor maneira de prevenção. É importante ficar claro que estar com a carga viral negativa significa não ver o vírus circulante no sangue, mas não que o indivíduo está curado”, finaliza Matsuda.

A Aids não é a única doença sexualmente transmissível, outras doenças silenciosas podem acometer homens e mulheres. Faça acompanhamento regular com o médico e use preservativo durante as relações, inclusive, no sexo oral.

Texto: Bianca Fontes

Última modificação emSegunda, 04 Dezembro 2017 17:21

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