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A represa Billings e o município de Santo André

  • Escrito por Prefeitura de Santo André

painel 02 CA represa Billings situa-se a Sudeste da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Faz limite, a Oeste, com a bacia hidrográfica da represa Guarapiranga e, ao Sul, com a serra do Mar. Sua bacia hidrográfica possui 47.456ha sendo que sua área de drenagem abrange integralmente o município de Rio Grande da Serra e parcialmente os municípios de Diadema, Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo e São Paulo. A maior parte de suas nascentes localiza-se nas porções Sul e Leste da bacia, próximas ao reverso das escarpas da Serra do Mar, em altitudes máximas em torno dos 900 m. A porção oposta da bacia, Norte e Oeste, possui uma rede de drenagem bem menor, com cursos d’água curtos e de perfil longitudinal pouco expressivo, onde o desnível topográfico é em média de 50 m, da nascente à foz.

A represa Billings foi criada para gerar energia elétrica para a cidade de São Paulo, por meio da usina Henry Borden, localizada em Cubatão. O projeto da represa é de autoria do engenheiro estadunidense Asa White Kenney Billings (daí o seu nome), funcionário da empresa Light (The São Paulo Tramway, Light and Power Company, Limited). O engenheiro Billings propôs o barramento do rio Grande (ou Jurubatuba), nas proximidades do bairro Pedreira, em Santo Amaro, para formação de um reservatório e, posteriormente, o desvio das águas desse para o rio das Pedras. Em seguida a água assim desviada seria lançada em um túnel escavado na Serra do Mar para movimentar as turbinas de uma usina hidrelétrica a ser construída ao pé da serra, em Cubatão. Por fim, após passar pela usina, a água seria despejada no rio Cubatão e seguiria em direção ao mar.

A construção da represa teve início em 1925 e término em 1927, quando se iniciou o enchimento do reservatório. Na década de 1940 teve início o desvio de parte das águas do rio Tietê para a represa, aumentando-se assim sua vazão, o que possibilitou a ampliação da capacidade de geração de energia elétrica. O desvio das águas foi possível revertendo-se o curso natural do rio Pinheiros por meio da construção de duas usinas elevatórias, Pedreira e Traição, situadas no leito do próprio rio.

O crescimento populacional da RMSP obrigou o Poder Público a buscar alternativas para atender à crescente demanda por água. A dificuldade para viabilizar novos locais onde a água pudesse ser armazenada, captada, transportada, tratada e oferecida à população obrigou ao uso múltiplo das águas, como é o caso da represa Billings. Atualmente os sistemas produtores de água para abastecimento da Metrópole são oito: Alto Cotia, Baixo Cotia, Alto Tietê, Cantareira, Guarapiranga, Ribeirão da Estiva, Rio Claro e Rio Grande. Mesmo com oito Sistemas Produtores, o total da água produzida na Bacia é suficiente para abastecer somente metade das necessidades da RMSP. Uma das principais causas é o comprometimento da qualidade das águas dos rios Tietê, Pinheiros, Ipiranga, Anhangabaú e Tamanduateí.
O Sistema Rio Grande, situado na represa Billings, produz 4,8 mil litros de água por segundo e abastece 1,6 milhão de pessoas em Diadema, São Bernardo do Campo e parte de Santo André.
A represa Billings é o maior reservatório da RMSP. Subdivide-se em oito braços principais, correspondentes aos cursos d’água que são seus formadores: Alvarenga, Bororé, Capivari, Cocaia, Pedra Branca, Rio Grande, Rio Pequeno e Taquacetuba.
Foi originalmente criada para geração de energia elétrica. Posteriormente, com a reversão das águas do rio Pinheiros, constatou-se sua utilidade no controle de enchentes e afastamento de efluentes industriais e domésticos da cidade de São Paulo, despejados no rio Tietê.
A cidade crescia rapidamente e a falta de investimentos em sistemas de coleta e tratamento de esgotos ocasionou aumento da poluição do rio Tietê e de seus afluentes Com o passar do tempo o bombeamento das águas poluídas dos rios Tietê e Pinheiros passou a comprometer a qualidade da água da represa, também utilizada para abastecer a população.
A gravidade da situação provocou embate entre o Poder Público e setores da sociedade civil organizada. Entidades ambientalistas exigiam a paralisação do bombeamento; representantes de indústrias reivindicavam sua manutenção para suprir a demanda por energia elétrica. O impasse foi finalizado em 1993, com a decisão do governo estadual de limitar o bombeamento para controlar enchentes em São Paulo, nos períodos de chuvas intensas.